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Passageiro Os efeitos do álcool no organismo

O álcool é uma substância psicoativa com um número elevado e variado de efeitos no organismo e, por isso, sua combinação com a direção pode ser fatal. A quantidade e as circunstâncias do consumo determinam a duração de seus efeitos.

Como um depressor do sistema nervoso central, ele age em diversos órgãos. Nas primeiras doses ele é um estimulante e gera a sensação de excitação. No entanto, as inibições e a capacidade de julgamento são afetadas. Com o aumento do consumo, as habilidades motoras e o tempo de reação também sofrerão as consequências. Em altas doses, pode causar sonolência ou até mesmo desmaios.

Segundo a OMS, em 2012, 15% das mortes mundiais decorrentes de acidentes de trânsito estão relacionadas ao álcool. No Brasil, estima-se que 18% dos acidentes de trânsito entre homens foram causados pelo uso de bebidas alcoólicas e, destes, 5,2% por mulheres. Por esse motivo, a legislação tem se tornado mais rigorosa e específica e inúmeras campanhas de conscientização e fiscalização estão sendo realizadas.


Crédito: ALERJ

Peça da campanha da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj)
chama a atenção dos motoristas para a direção responsável.

O consumo de álcool afeta as funções cerebrais gradualmente. Começando pelas emoções (mudanças de humor) até à capacidade de concentração e raciocínio. Indivíduos alcoolizados têm risco mais alto de se envolver em uma colisão. As alterações fisiológicas provocadas pela substância aumentam a probabilidade de acontecerem acidentes, tanto para os condutores (moto, carro ou bicicleta) como para pedestres.

A tabela abaixo correlaciona os níveis de concentração de álcool no sangue e os sintomas clínicos correspondentes.

 

Concentração de álcool no sangue Efeitos sobre o corpo
0,01-0,05 g/100 ml • Aumento do ritmo cardíaco e respiratório.
• Diminuição das funções de vários centros nervosos.
• Comportamento incoerente ao executar tarefas.
• Diminuição da capacidade de discernimento e perda da inibição.
• Leve sensação de euforia, relaxamento e prazer.
0,06-0,10 g/100 ml • Entorpecimento fisiológico de quase todos os sistemas.
• Diminuição da atenção e da vigilância, reflexos mais lentos, dificuldade de coordenação e redução da força muscular.
• Redução da capacidade de tomar decisões racionais ou de discernimento.
• Sensação crescente de ansiedade e depressão.
• Diminuição da paciência.
0,10-0,15 g/100 ml • Reflexos consideravelmente mais lentos.Problemas de equilíbrio e de movimento.
• Alteração de algumas funções visuais.
• Fala arrastada.
• Vômito, sobretudo se esta concentração for atingida rapidamente.
0,16-0,29 g/100 ml • Transtornos graves dos sentidos, inclusive consciência reduzida dos estímulos externos.
• Alterações graves da coordenação motora, com tendência a cambalear e a cair frequentemente.
0,30-0,39 g/100 ml • Letargia profunda.
• Perda da consciência.
• Estado de sedação comparável ao de uma anestesia cirúrgica.
• Morte (em muitos casos).
A partir de 0,40 g/100 ml • Inconsciência.
• Parada respiratória.
• Morte, em geral provocada por insuficiência respiratória.

Fonte: Cisa - Centro de informações sobre saúde e álcool

 


A legislação brasileira

No artigo 165 do CTB está prevista a infração administrativa de trânsito de “dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência”. A infração se configura com qualquer quantidade de álcool detectada, segundo o que determina o artigo 276 do CTB: “Qualquer concentração de álcool por litro de sangue ou por litro de ar alveolar sujeita o condutor às penalidades previstas no art. 165”. Existe apenas a margem de tolerância, determinada pelo Contran, que deve ser descontada quando a infração for apurada por meio de aparelho de medição.

Além disso, o condutor também poderá responder pelo crime de trânsito previsto no artigo 306 do CTB por uma das seguintes constatações:
• Concentração acima de 6 dg/l (seis decigramas de álcool por litro de SANGUE) ou 
• Concentração acima de 0,3 mg/l (três décimos de miligrama de álcool por litro de ar expelido pelos PULMÕES) ou
• Existência de sinais notórios (na forma disciplinada pelo Contran) de alteração no comportamento.

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Crédito: FIAT

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Crédito: Universidad de Lima

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