Perkons S.A | Mobilidade e Segurança no Trânsito

Pedestre Cidades para pessoas

As cidades são feitas de pessoas, nada mais natural de que sejam planejadas para elas. Ainda que a necessidade de crescimento econômico, o mercado imobiliário e as grandes indústrias tenham seu valor para o desenvolvimento urbano, pensar os espaços focando apenas nisso tem se revelado o principal fator para termos hoje as congestionadas metrópoles.

A qualidade de vida deve ser um dos primeiros fatores a serem considerados quando planejamos um município. Espaços para cultura e lazer, caminhar em segurança e ter à disposição as mais variadas formas de transporte.

Cidades saudáveis são democráticas e seguras. O transporte público, por exemplo, precisa ser de qualidade, o que engloba integração, frequência, conforto, segurança etc. As áreas verdes, além de contribuir com o resfriamento das temperaturas, são fundamentais para reduzir a poluição e o índice de enchentes. Calçadas e ciclovias devem ser projetadas para atender a todos, independente de classe social ou bairro que mora. Com menos carros e com a redução da velocidade máxima permitida, as ruas tornam-se mais seguras para que sejam adotadas políticas que priorizem o caminhar ou a bicicleta como meio de transporte.

Cidades precisam ser agradáveis para viver e devem ser boas para caminhar. Conheça os exemplos de lugares que investiram em mudar suas estruturas para serem mais amigáveis aos pedestres e ciclistas, mesmo que assim sejam mais hostis aos automóveis.


PARIS

A capital francesa transforma duas avenidas em praias artificiais durante o verão para que as pessoas aproveitem o calor: uma na margem do rio Sena Georges Pompidou e outra no Bassin de La Villette.

As estruturas do Paris Plages têm, além da areia, duchas, cadeiras de praia e guarda-sol iguais a de uma verdadeira praia. E o mais importante, também oferecem atividades gratuitas e abertas a todos (vôlei de praia, tai-chi e danças).



Créditos: expressoparis.com e parisplages.paris.fr

Avenida transformada em praia artificial em Paris.

Crédito: parisplages.paris.fr

Em 2014, o Paris Plages aconteceu de 19 de julho a 17 de agosto.



PORTLAND

Conhecida como a cidade mais verde dos Estados Unidos, Portland desenvolveu um excelente processo para priorizar melhorias para pedestres, levando em conta as necessidades dos moradores. O Portland Pedestrian Design Guide e o Pedestrian Master Plan foram elaborados para redesenhar o espaço público de modo que o caminhar seja mais convidativo. Confira!

Uma das primeiras rodovias que foi eliminada para dar lugar a um parque foi a Harbor Drive, construída na costa do rio Willamette. Em 1974 começou a transformação do lugar para a criação do parque Tom McCall.



Crédito: cidadesparapessoas.com

As margens do rio Williamette foram remodeladas para a construção de um parque, priorizando o uso de pedestres e ciclistas.

Crédito: Joel Mann em thecityfixbrasil.com

Parque construído com a remoção da Harbor Drive em Portland.


Mapa para pedalar ou caminhar


VAUBAN

A Alemanha tem uma cidade que “baniu” os carros. Vauban, que fica no subúrbio da cidade universitária de Freiburg. Praticamente livre de carros, lá as pessoas andam de bicicleta ou viajam de bonde até Freiburg. Avenidas asfaltadas foram substituídas por gramados e caminhos de pedra. Os carros só têm autorização para passar quando vão descarregar bens essenciais. Cerca de 40% da população optou por não ter veículo próprio, pois teriam de deixá-los em uma das garagens que ficam no limite da comunidade. E uma vaga lá custa até 17.500 euros mais uma taxa mensal.

E seguindo essa mesma ideia a capital da Finlândia, Helsinque, quer estar livre de carros até 2025 e Hamburgo, a segunda maior cidade da Alemanha, criará uma infraestrutura de transporte capaz de dispensar (a longo prazo) o uso do carro.



Crédito: Lieven SOETE em thecityfixbrasil.com

Vauban prioriza a bicicleta como meio de transporte.

Crédito: Martin Specht/The New York Times

Em Vauban as casas não possuem garagens, pois os carros não circulam na comunidade.



COPENHAGUE

A criação, em 1962, da Strøget, a primeira rua de pedestres da Dinamarca e uma das primeiras do mundo, marcou o início de mudanças que levariam ao incentivo do uso da bicicleta ou do caminhar na cidade. Nas décadas seguintes, outras ruas se tornaram exclusivas para pedestres, muitas ciclovias foram criadas e o limite de velocidade dos carros nessas zonas foi reduzido. O incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte coloca Copenhague entre as cidades mais cicláveis da Europa. Atualmente, quase 50% dos habitantes de Copenhague que trabalham na cidade usam a bicicleta para se deslocar.



Crédito: visitcopenhagen.com

A Strøget é uma das mais longas ruas de pedestres da Europa (1,1 km).



SÃO FRANCISCO

De São Francisco veio a ideia de transformar espaços que eram utilizados como estacionamentos em parklets. O primeiro surgiu em 2010 e hoje já são cerca de 40 parklets em toda a cidade, além de outras cidades do mundo terem aderido também. As áreas comunitárias criadas podem ser utilizadas para descanso ou lazer e representam uma forma de revitalizar o espaço urbano pensando no conforto dos usuários.



Crédito: Pavements to Parks

Nos parklets é possível tomar um café ou apenas apreciar o movimento dos pedestres etc.

People, Parklets, and Pavement to Parks (plus Mojo Bicycle Café) from STREETFILMS on Vimeo.

 



NOVA IORQUE

Dentre as iniciativas para melhorar as condições para caminhar em Nova Iorque, está a criação de 800 hectares de novos espaços públicos como praças e zonas para pedestres (o que deve acontecer até 2030). Durante as próximas duas décadas, o DOT (Department of Transportation) irá criar uma praça pública em cada comunidade da cidade.

Um exemplo disso foi a transformação do Pearl Street Plaza. Com o apoio do Jardim Botânico do Brooklyn, o DOT transformou uma área usada como estacionamento para 12 veículos em uma praça com mesas de café, guarda-sóis e muito verde.



Crédito: NYC DOT

Antes e depois da Pearl Street Plaza, em Nova York.

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